
Opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram nesta segunda-feira, 16, que irão protocolar novas ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposto uso irregular de verbas públicas durante o Carnaval do Rio de Janeiro.
A movimentação ocorre após o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente na Marquês de Sapucaí. Lula compareceu ao evento na noite anterior e acompanhou parte das apresentações no Sambódromo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nas redes sociais, que ingressará com ação no TSE. Segundo ele, houve ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas a valores conservadores durante o desfile. O parlamentar declarou que a medida contra o que classificou como “crimes do PT na Sapucaí” será protocolada nos próximos dias.
O Partido Novo também informou que apresentará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Lula. A legenda pretende pedir a cassação do registro de candidatura e a inelegibilidade do presidente, caso a candidatura à reeleição seja oficializada.
O presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, declarou que a ação será ajuizada assim que houver o registro formal da candidatura, período que deve ocorrer entre julho e agosto. Pela legislação eleitoral, a AIJE só pode ser protocolada após o registro oficial.
Na semana anterior, o Novo já havia acionado o TSE para tentar barrar o desfile da Acadêmicos de Niterói, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. O pedido de liminar foi rejeitado por unanimidade pelos ministros da Corte. Uma ação semelhante apresentada pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) também foi negada.
A Acadêmicos de Niterói foi a primeira escola a desfilar na Sapucaí naquela noite. O enredo abordou a trajetória política de Lula, desde o período como líder sindical no ABC Paulista até os mandatos na Presidência da República.
Entre os destaques do desfile, um carro alegórico apresentou um palhaço caracterizado em uma cela, interpretado por aliados da oposição como referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A escola também levou à avenida uma ala intitulada “Neoconservadores em Conserva”, com sátiras direcionadas a setores conservadores e evangélicos.
As novas ações no TSE ampliam o embate jurídico envolvendo o governo federal e partidos de oposição em ano pré-eleitoral. O Tribunal ainda não se manifestou sobre os novos pedidos anunciados.