
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (3) que o governo federal acompanha com atenção possíveis reflexos do conflito no Oriente Médio sobre o abastecimento de medicamentos no Brasil.
De acordo com ele, parte dos insumos farmacêuticos utilizados pela indústria nacional chega ao país por meio de rotas aéreas que passam pela região afetada pela guerra. A declaração foi feita durante agenda oficial em uma fábrica do setor farmacêutico em Valinhos (SP), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outras autoridades.
Padilha explicou que os princípios ativos empregados na produção de remédios, muitos deles importados da Índia, costumam ser transportados por aeroportos do Oriente Médio. Caso haja necessidade de redirecionamento das rotas por causa da instabilidade na região, o custo logístico pode aumentar, com possível impacto na cadeia de fornecimento. Segundo o ministro, o cenário está sendo monitorado para evitar prejuízos ao abastecimento no país.
“A gente está monitorando essa situação. Vários produtos que são produzidos mesmo aqui no Brasil, os princípios ativos vêm, por exemplo, da Índia, que pode ter circulação afetada. Você tem uma parte que a cadeia logística vem para os aeroportos do Oriente Médio. Então, você pode ter até a mudança de rota, isso pode impactar nos custos. Então, toda guerra faz mal à saúde. Essa guerra pode fazer mal à saúde global, não só do Brasil, a saúde do mundo inteiro”, disse o ministro.