
Duas empresas ligadas a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tiveram como sócio o Arleen Fundo de Investimentos, conectado à rede usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades.
De acordo com documentos e dados oficiais analisados pela Folha de S.Paulo, o fundo manteve, ao menos até maio de 2025, participação na Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) que pertencia em parte à família do ministro.
O Arleen também teve participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade, que tinha como um dos sócios um primo de Toffoli.
As investigações sobre o Banco Master apontam para uma teia de operações financeiras suspeitas, e a presença do fundo em empresas ligadas a parentes do ministro levanta questionamentos sobre possíveis vínculos societários e conflitos de interesse.
A reportagem é assinada por Lucas Marchesini e José Marques, com fotos de Allison Sales/Folhapress e Tatiana Harada.
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