Brasília, 4 de novembro de 2026 — O lançamento oficial da candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, para o biênio 2027–2028, realizado nesta quarta-feira, ficou marcado por uma declaração que surpreendeu até mesmo seus aliados mais próximos: o anúncio de que já conta com mais de 40 votos firmes — quase os 41 necessários para vencer — em um cenário onde o atual presidente Davi Alcolumbre era apontado como favorito por analistas e lideranças políticas.
O anúncio que mudou o rumo da disputa
Durante reunião com a bancada do PL, que reúne 29 senadores — a maior da próxima legislatura — e contou com presenças de peso como o ex-vice-presidente Hamilton Mourão e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marinho foi direto ao ponto:
“Dizem que Davi Alcolumbre é o favorito. Mas eu lhes digo: já temos mais de 40 senadores dispostos a apoiar-nos. O governo pode tentar comprar consciências, mas não vai conseguir.”
A afirmação causou surpresa porque, até a véspera, avaliações no Congresso davam Alcolumbre como amplamente à frente, com apoio formal de MDB, PSD, PT e União Brasil, além de sinalizações do PP. A revelação de que Marinho já cruzou a barreira dos 40 votos — antes mesmo de iniciar oficialmente a campanha — alterou imediatamente a percepção sobre a disputa.
O outro ponto que repercutiu fortemente
Além da contagem de votos, impressionou a firmeza e a clareza com que o líder da oposição traçou sua plataforma:
Defesa do voto aberto na eleição da Mesa Diretora, rompendo com o tradicional sistema de votação secreta;
Promessa de destravar a votação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro;
Crítica contundente à atual gestão, ao classificar o Senado como “uma casa carimbadora de projetos e mera extensão do Poder Executivo”;
Acordo público com Tereza Cristina, tratando-a como parceira e não adversária, com o objetivo de unificar a oposição contra Alcolumbre.
Reações imediatas
Horas depois do lançamento, a própria base de Alcolumbre foi obrigada a rever suas projeções. O senador e líder do PL, Carlos Portinho, reforçou o tom: “Fomos escolhidos por 33 senadores presentes. Essa força é real.”
A eleição está marcada para a primeira semana de fevereiro de 2027. Dos 81 senadores, são necessários 41 votos para vencer. O fato de Marinho apresentar números tão expressivos desde o dia do lançamento é, sem dúvida, o elemento que redefiniu a disputa e chamou a atenção de todo o meio político.
Fontes: G1, O Globo, SBT News, Metrópoles, Congresso em Foco — 4 e 5 de novembro de 2026







