Ana Elisa, a nova deputada federal da nova geração petista, gravou vídeo nas redes sociais com uma sacada genial, nunca dantes pensada: Hitler não tomou o poder assim, do nada. Ele antes chegou ao poder por meios constitucionais, e só depois é que usou o poder do Estado para instaurar uma ditadura.
Ana Elisa, então, ensina a lição: quem não sabe a história, corre o risco de repeti-la. Profundo.
Mas vamos ajudar Ana Elisa com mais alguns exemplos da história, para evitarmos repeti-la.
A dupla Chavez/Maduro também chegou ao poder por meios constitucionais, e depois usaram o Estado para instaurar uma ditadura.
Daniel Ortega, na Nicarágua, também elegeu-se constitucionalmente, para depois usar os instrumentos do Estado para instaurar uma ditadura.
Fidel Castro não perdeu tempo com essas filigranas. Foi derrubando o governo sem cerimônias constitucionais e instaurou uma ditadura logo de cara.
Mas existe uma diferença do exemplo de Hitler para Chavez, Maduro, Ortega e Fidel. Você não verá nenhum partido ou político brasileiro render homenagens a Hitler. Mas você verá sim partidos e políticos brasileiros de mãos dadas com Chavez, Maduro, Ortega e Fidel. Ana Elisa precisa conhecer um pouco mais de história, sob o risco de repeti-la.
Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.










