sábado, 7 de novembro de 2026

BOLSONARO FLAGROU AGENTES DA PF INTIMANDO FLÁVIO E DEU O SEU RECADO




Brasília, 26 de outubro de 2026 — Atualizado em 7 de novembro

Na manhã de segunda-feira, 26 de outubro, poucas horas após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saía da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília — onde o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar — quando foi abordado por agentes da Polícia Federal na porta da residência.

Jair Bolsonaro, que estava no interior da casa, acompanhou a cena e viu pessoalmente os policiais entregarem a intimação ao filho.
O que aconteceu na porta

Os agentes apresentaram a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF:
Flávio deveria entregar, em até 24 horas, seu passaporte comum e o diplomático;
Ficou proibido de deixar o território nacional;

Também foi determinado o afastamento e a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro.

Flávio relatou que o pai o chamou para uma conversa reservada logo após a intimação e lhe perguntou se ele compreendia os desdobramentos que se seguiriam. Foi nesse encontro que Bolsonaro transmitiu seu recado, segundo o próprio senador:


"Filho, eles não vão parar por aqui. Você sabe o que vai acontecer. Não fique para ser preso injustamente."
O desfecho

Apesar de inicialmente declarar que cumpriria a ordem e que jamais pensou em deixar o país, Flávio não entregou os documentos no prazo. No dia seguinte, atravessou a fronteira com a Argentina e, na manhã de 28 de outubro, chegou aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. A PF, por consequência, cancelou seus passaportes.

Em vídeo publicado dias depois, Flávio confirmou que a conversa com o pai foi decisiva para sua decisão de sair do Brasil:


"Se eu estivesse no Brasil neste momento, não poderia nem estar falando com vocês. O recado do meu pai foi claro: essa perseguição não tem freio."
O contexto das investigações

Flávio Bolsonaro é alvo de inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, ligadas às relações com o advogado Willer Tomaz e a movimentação de recursos em esquemas associados ao INSS, na chamada Operação Sem Desconto. A partir de fevereiro de 2027, ele perde o foro privilegiado e passará a responder como cidadão comum.

Reações
Ministro Alexandre de Moraes: classificou a medida como cautelar necessária para garantir a presença do senador no país durante as investigações.
Defesa de Flávio: sustenta que a decisão foi política e que a perseguição se intensificou após a derrota eleitoral.

Opinião pública: div
idida — parte vê a fuga como confissão antecipada; outra, como prova de perseguição política.

Fontes: Correio Braziliense, R7, Agência Brasil, TeleSUR, Metrópoles.

Lula se manifesta após impeachment e prisão do presidente do Paraguai




Brasília, 6 de novembro de 2026 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se oficialmente na noite desta sexta-feira (6) sobre a crise institucional no Paraguai, onde o presidente Santiago Peña foi destituído por impeachment e, em seguida, preso em sua residência em Assunção.

 Pedro Alliana, vice-presidente, tomou posse como novo mandatário do país ainda na mesma noite.

O que aconteceu em Assunção

A crise eclodiu com o colapso do banco digital Ueno, a maior instituição financeira do tipo no país, com cerca de 3 milhões de clientes — quase metade da população paraguaia. Santiago Peña, que foi acionista controlador da instituição antes de assumir a presidência, é acusado de conflito de interesses, manipulação da supervisão regulatória, lesão de confiança e gestão fraudulenta. 

Quinta-feira (5/11): Peña apresentou renúncia, mas o Congresso rejeitou o pedido e seguiu com o processo de impeachment.

Sexta-feira (6/11): O Senado aprovou a destituição por 44 votos a 0, com uma abstenção. Com a perda do foro privilegiado, a Justiça emitiu mandado de prisão; Peña foi detido em regime de prisão domiciliar em sua residência. 

Mesma noite: Pedro Alliana prestou juramento e assumiu a presidência, devendo completar o mandato até agosto de 2028.
A manifestação de Lula

Por meio de mensagem oficial publicada nas redes sociais e canais do Planalto, Lula dirigiu-se diretamente ao novo governo:


"Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul."

O presidente brasileiro acrescentou o convite oficial para que Alliana visite Brasília em breve:


"Espero poder recebê-lo proximamente em Brasília, oportunidade em que poderemos examinar a nossa agenda bilateral e dar renovado impulso a nossos históricos laços de amizade."

Embora não tenha mencionado nominalmente Santiago Peña nem a prisão, a avaliação de Itamaraty é de que a estabilidade institucional é prioridade para o Brasil, dado que o Paraguai é o principal parceiro comercial do Brasil na região.

Impactos e cenários

Relações bilaterais: Os acordos sobre energia (Itaipu), comércio fronteiriço e integração regional seguem na pauta. O governo brasileiro avalia que a continuidade administrativa com Alliana reduz riscos de ruptura, mas acompanha com atenção as investigações criminais.

Impacto econômico: Estima-se que cerca de 270 mil brasileiros residam no Paraguai, muitos afetados diretamente pelo congelamento de recursos no Ueno Bank. O Banco Central do Paraguai anunciou devolução em fases, começando por correntistas com valores menores.
Contexto histórico: É a segunda vez, desde a queda da ditadura de Stroessner em 1989, que um presidente paraguaio é afastado por impeachment. Analistas alertam para risco de desaceleração de investimentos enquanto a crise jurídica avançar.
O que vem pela frente

Pedro Alliana deverá se pronunciar nos próximos dias sobre a linha de continuidade ou de mudanças no combate à crise bancária. No Brasil, Lula mantém agenda normal, mas diplomatas confirmam que a reunião bilateral deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2027. Enquanto isso, Santiago Peña permanece em prisão domiciliar, aguardando a formalização das acusações finais pelo Ministério Público do Paraguai.

Fontes: Metrópoles, SBT News, Agência Brasil, EFE, Al Jazeera. Atualizado em 06/11/2026 às 23h50.

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Revelada a reação dentro do Planalto com ação que pode causar reviravolta na eleição




Brasília, 6 de novembro de 2026 — A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de quinta-feira (5/11), de admitir ação apresentada pelo Partido Novo contra a chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder político provocou intensa movimentação nos bastidores do Palácio do Planalto. Embora publicamente integrantes do governo transmitam tranquilidade, relatos exclusivos dão conta de apreensão estratégica, já que o processo tem potencial para reverter o resultado das urnas e desencadear uma das maiores crises institucionais da história democrática brasileira.
O que está em jogo

A ação, acolhida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, questiona 35 atos normativos — entre medidas provisórias e decretos — editados pelo governo de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026. Segundo o Partido Novo, essas iniciativas — que incluem reajustes de benefícios sociais, subsídios a combustíveis e programas de renegociação de dívidas — teriam sido lançadas com finalidade eleitoreira, gerando impacto estimado em R$ 73 bilhões em benefícios à população no período.

A legenda pede a cassação da chapa vencedora e a declaração de inelegibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin por oito anos. Se acolhida, a medida pode anular o resultado do segundo turno — em que Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro — e abrir caminho para convocação de nova eleição ou proclamação do segundo colocado como vencedor.
A reação dentro do Planalto

Ministros e assessores próximos ao presidente avaliam, em conversas reservadas, que a decisão de recebimento da ação não significa condenação, mas reconhecem que o processo ganhou contornos mais sérios do que inicialmente previsto. A avaliação predominante é de que se trata de etapa processual normal, mas com risco político real:
A tranquilidade pública é estratégica: Em declarações a veículos de comunicação, integrantes do primeiro escalão afirmam "não temer" o desfecho e classificam a acusação como tentativa de deslegitimar um governo que cumpriu sua responsabilidade de governar.
Preparação jurídica intensa: A equipe de defesa trabalha na elaboração da resposta a ser entregue no prazo de cinco dias. A tese central será a de que as medidas adotadas eram de interesse público e não podem ser confundidas com favorecimento eleitoral.
Preocupação com o calendário: O receio é de que o processo avance rapidamente no TSE antes da posse, marcada para 5 de janeiro de 2027, criando um vácuo institucional sem precedentes.

Além disso, outras 11 ações semelhantes já tramitam na corregedoria do TSE contra a chapa governista, o que amplia o campo de vulnerabilidade jurídica do governo eleito.
O lado oposto e o cenário político

Para a oposição e aliados de Flávio Bolsonaro, a admissão da ação representa o início de uma revisão do pleito. Bolsonaro já havia contestado publicamente o resultado eleitoral, questionando inclusive a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin — decisão que também é alvo de questionamentos jurídicos.

Analistas alertam que, independentemente do mérito, a disputa judicial aprofunda a polarização política no país e pode gerar instabilidade econômica — já observada com a queda na bolsa logo após a eleição — e social, com mobilizações previstas em diferentes capitais.
O que vem pela frente

Após o recebimento das defesas, o ministro-relator decidirá se encerra o processo ou se dá prosseguimento à fase de instrução, com ouvida de testemunhas e coleta de provas. O julgamento pelo plenário do TSE pode ocorrer ainda neste mês. A decisão terá peso histórico: ou consolida a vitória de Lula como a primeira reviravolta registrada em segundo turno no Brasil pós-1988, ou inaugura um caminho inédito de anulação de eleição presidencial por abuso de poder.

Enquanto o Planalto mantém a postura de "trabalhar e não temer", a verdade é que a cada manifestação do TSE cresce a tensão em Brasília: uma decisão favorável à cassação não seria apenas uma derrota jurídica, mas um terremoto político capaz de reescrever o roteiro do poder no Brasil.

Fontes: Metrópoles, 180graus, CNN Brasil, Senado Federal, TSE. Atualizado em 06/11/2026 às 22:40h.

Celular de Vorcaro registra 316 interações com Moraes antes de prisão, diz UOL




Levantamento do UOL recuperou mensagens apagadas do WhatsApp, incluindo conversas sobre encontro em Brasília três dias antes da prisão do ex-banqueiro

O celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, registra 316 interações com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos dois meses anteriores à prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O levantamento foi divulgado pelo UOL.

A reportagem recuperou parte do conteúdo de mensagens apagadas do WhatsApp por meio de bancos de dados secundários do aplicativo. Entre os registros, estão 187 mensagens enviadas por Vorcaro e outras 129 interações atribuídas a Moraes ou a avisos automáticos do sistema.

O levantamento também identificou 17 mensagens inéditas, além das 52 mensagens secretas já encontradas pela Polícia Federal (PF).

Os novos diálogos incluem conversas sobre um encontro em Brasília, em 14 de novembro, três dias antes da prisão do banqueiro. Na ocasião, Vorcaro viajou de São Paulo à capital federal em seu jato particular.

As mensagens mostram Moraes perguntando se o empresário havia pousado e informando que estava a caminho. O contexto também inclui pedidos de ajuda feitos por Vorcaro diante da possibilidade de medidas da PF e do Banco Central contra o Banco Master.

Moraes nega ter trocado mensagens com Vorcaro e questiona a autenticidade do material, além da cadeia de custódia do celular. A defesa do banqueiro também levanta dúvidas sobre a integridade do aparelho.

O STF analisa os diálogos e deve decidir ainda neste ano se abre uma investigação sobre a relação entre o ministro e o ex-banqueiro.
Confira algumas mensagens de Vorcaro e Moraes:
Print: MasterWhats, mensagens extraídas pela PF
Print: MasterWhats, mensagens extraídas pela PF

Marcelo Rodrigues se reúne com secretário estadual de Educação para discutir parcerias e novos projetos para Alhandra




Encontro contou com a participação do secretário municipal Fernando Lima e de Erivonaldo Alves, representante da Educação estadual. Entre os assuntos discutidos estão iniciativas para a rede de ensino e a formação dos profissionais da educação.


Nesta quinta (5), o prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues, participou de uma reunião com o secretário municipal de Educação, professor Fernando Lima, e o secretário de Educação do Estado, Erivonaldo Alves, para discutir novas oportunidades de cooperação entre o município e o Governo da Paraíba.


A pauta envolveu projetos, parcerias institucionais e iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação no município de Alhandra, referência para o Litoral Sul da Paraíba.


Durante o encontro, foram debatidas possibilidades de ações conjuntas para aprimorar a rede de ensino de Alhandra, além do alinhamento de parcerias que possam ampliar as oportunidades para estudantes e profissionais da educação.


Outro ponto abordado foi o planejamento de futuras formações no município, com foco na capacitação dos trabalhadores da educação. A proposta é discutir iniciativas que contribuam para o aperfeiçoamento das práticas educacionais e para a melhoria dos serviços oferecidos nas escolas.


Em publicação nas redes sociais, Marcelo destacou a importância do diálogo e do planejamento entre as gestões municipal e estadual. O encontro sinaliza a busca por novas parcerias na área educacional.

Paraguai não permite blindagem política e dá exemplo para o Brasil




Em meio à crise do Banco Ueno, Congresso paraguaio rejeita manobra de presidente e avança com impeachment — sem permitir que renúncia sirva de escudo contra a Justiça

Por redação

O Paraguai demonstrou nas últimas dias que nenhum governante está acima da lei — e deu uma lição que o Brasil poderia bem seguir. Enquanto no Brasil figuras poderosas costumam se proteger atrás de prerrogativas, foros privilegiados e manobras institucionais, o Congresso paraguaio, de forma rápida e firme, impediu que o presidente Santiago Peña usasse a renúncia como escudo para fugir à Justiça.
A tentativa de blindagem

Na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, Santiago Peña anunciou renúncia à Presidência, em meio à explosão do escândalo do Banco Ueno — instituição que colapsou, deixando milhares de correntistas sem recursos. Peña foi acionista da holding controladora do banco e é suspeito de ter agido para acobertar o desequilíbrio financeiro.

A renúncia, porém, não era apenas uma saída honrosa: era uma manobra jurídica. Pela Constituição paraguaia, presidentes que encerram o mandato tornam-se senadores vitalícios, com imunidade parlamentar e foro privilegiado pelo resto da vida — ainda que sem direito a voto. A intenção era clara: renunciar antes do julgamento político, preservar a prerrogativa e escapar à Justiça comum.
O país disse não

O que aconteceu a seguir é o que faz do Paraguai um exemplo. A Câmara dos Deputados rejeitou aceitar a renúncia e decidiu dar continuidade ao processo de impeachment. A Constituição paraguaia estabelece uma regra decisiva: se o presidente for destituído por julgamento político, perde de forma irrestrita o direito ao cargo de senador vitalício e a toda imunidade. Sem essa proteção, Peña responde perante a Justiça comum como qualquer cidadão.

A reação foi rápida: em poucos dias, além do processo de impedimento, o presidente do Banco Central também deixou o cargo, oito executivos do banco foram presos e a Justiça determinou bloqueio de bens dos envolvidos.
A diferença para o Brasil

No Brasil, a realidade é bem distinta. O sistema de foro privilegiado abrange dezenas de milhares de pessoas — presidentes, senadores, deputados, governadores — e se estende por anos, mesmo após o mandato. Casos de corrupção de grande porte costumam arrastar-se por décadas, com poucas condenações efetivas e quase nenhuma devolução de valores. Quem deveria responder, muitas vezes permanece protegido por instâncias superiores.

Tabela
ParaguaiBrasilProteção pós-mandato Senador vitalício — mas perde tudo se sofrer impeachment Foro privilegiado mantido; amplitude e duração maiores
Renúncia como escudo Congresso pode rejeitar e seguir com impeachment Aceitação da renúncia costuma encerrar processo político
Rapidez Processo em dias Processos que duram anos ou décadas
Responsabilização Investigação na Justiça comum sem proteção Julgamento por instância especializada, com ritmo lento

Lição para o futuro

A lição do Paraguai não é que o país seja perfeito — há desafios e críticas ao sistema de senador vitalício. O que impressiona é a vontade política e institucional de não aceitar que renúncia seja passaporte para a impunidade. O Parlamento paraguaio mostrou que as regras existem para serem cumpridas, e que a proteção jurídica não é um escudo para quem lesiona o patrimônio público.

No Brasil, reformas para reduzir o foro privilegiado já tramitaram, mas sem avanço definitivo. O caso paraguaio reacende a pergunta: até quando os poderosos estarão protegidos? A resposta de Assunção foi clara: ninguém está acima da lei. É um exemplo que o Brasil não pode ignorar.

Fonte: Prensa Mercosur, Times Brasil, Band, Crusoé — 06 de novembro de 2026

Médico preso após denúncias de assédio contra pacientes em Caaporã é filho de ex-prefeito e acumulava elogios da população


Redação com Portal do Litoral

Preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (4), suspeito de praticar atos de natureza sexual contra pacientes durante consultas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, o médico Carlos Aurélio Silva Torquato Neto, de 32 anos, é filho do ex-prefeito do município, Dr. Carlos Alberto, também médico e conhecido por sua trajetória na saúde e na política local.

Carlos Aurélio atuava na Unidade de Saúde da Família (USF) Piquete, na zona rural de Caaporã, onde recebia elogios de pacientes pelo atendimento prestado. Nas redes sociais, o profissional compartilhava sua rotina de trabalho, conquistas e homenagens, reunindo manifestações de carinho e reconhecimento da população.



Em dezembro de 2025, o médico chegou a comemorar publicamente a marca de 9.500 atendimentos realizados naquele ano. Na publicação, afirmou ter alcançado, pelo segundo ano consecutivo, um recorde de produtividade médica, apresentando-se como o profissional com o maior número de atendimentos registrados em uma unidade básica de saúde, segundo os números divulgados por ele.

O reconhecimento também aparecia em homenagens recebidas ao longo de sua atuação profissional. Em dezembro de 2024, Carlos Aurélio destacou uma moção de aplausos concedida pela Câmara Municipal pelos serviços prestados na UBS de Cupissura II. Na ocasião, agradeceu à equipe de trabalho, aos familiares e aos pacientes, ressaltando sua dedicação à medicina de família e comunidade.

A notícia da prisão surpreendeu moradores de Caaporã, especialmente pelo histórico de elogios ao atendimento do profissional e por sua ligação com uma família conhecida no município. Além de ser filho do ex-prefeito Dr. Carlos Alberto, médico ginecologista e obstetra, Carlos Aurélio integra uma família com outros profissionais da área da saúde.

Apesar da imagem pública de reconhecimento profissional, o médico passou a ser investigado após denúncias apresentadas por duas pacientes, de 20 e 44 anos, que relataram situações de natureza sexual durante atendimentos na unidade de saúde.

Segundo a Polícia Civil, a primeira denunciante afirmou ter sido submetida a toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de questionamentos de cunho sexual. Durante as diligências, uma segunda mulher procurou a polícia e relatou uma situação semelhante.

Além dos depoimentos das pacientes, funcionários da unidade de saúde também foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao profissional, informações que passaram a integrar a investigação.

Em depoimento, Carlos Aurélio negou a conotação sexual das condutas denunciadas e alegou que os procedimentos realizados tinham finalidade exclusivamente médica. Ele foi autuado, em tese, pelo crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal.

O profissional permanecia à disposição da Justiça, com audiência de custódia prevista para esta quinta-feira (5).

A Prefeitura de Caaporã, por meio de sua Procuradoria Jurídica, deverá se posicionar sobre a situação funcional do médico e possíveis medidas administrativas diante das denúncias.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que também apura a possibilidade de outras pacientes terem passado por situações semelhantes. As
 acusações ainda dependem de apuração, sendo assegurados ao investigado o direito de defesa e a presunção de inocência.

Jurandir de Danda afirma ter apoio de nove dos 11 vereadores para presidir a Câmara de Pedras de Fogo




Vereador diz que sua articulação ganhou força e ampliou o número de parlamentares em torno de sua candidatura à presidência no biênio 2027/2028.

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Pedras de Fogo ganhou um novo capítulo. O vereador Jurandir de Danda afirmou que ampliou o apoio à sua candidatura e que já conta com nove dos 11 parlamentares da Casa em torno de seu nome para comandar o Legislativo no biênio 2027/2028.

A nova declaração representa um avanço em relação ao cenário anunciado anteriormente pelo vereador, quando ele informou ter seis votos consolidados. Agora, segundo Jurandir, a articulação ganhou adesões e alcançou uma maioria que, caso seja mantida até a votação, poderá garantir sua eleição para a presidência da Câmara.

O parlamentar também tem sustentado que a movimentação não significa rompimento com o prefeito Ba Barros. Jurandir afirma que permanece na base governista, mas defende que a escolha da Mesa Diretora é uma atribuição do Legislativo e deve respeitar a autonomia dos vereadores.

A articulação ganha relevância diante dos comentários de bastidores sobre a preferência de integrantes do grupo governista pelo nome de Leonardo Barros para a presidência da Casa. Com nove apoios declarados, Jurandir passa a ocupar uma posição de destaque na disputa, embora a composição final da Mesa Diretora dependa da confirmação dos votos no plenário.

A eleição para o biênio 2027/2028 será um teste para a articulação política dentro da Câmara e para a relação entre os vereadores da base governista. Até lá, a expectativa é acompanhar se os apoios anunciados por Jurandir serão mantidos e como os demais parlamentares se posicionarão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Como Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil: "Levarei isso para o túmulo", diz ele ao NYT




Miami, 5 de novembro de 2026 — Em sua primeira entrevista desde deixar o Brasil, concedida em Miami à repórter Ana Ionova, do The New York Times, o senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) narrou os momentos que o levaram a deixar o país — e recusou-se a revelar detalhes da viagem, mesmo quando o jornal apresentou versões de autoridades americanas que contradizem seu relato.
O momento da decisão

Flávio contou que foi visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na ocasião, a Polícia Federal havia ordenado a entrega de seus passaportes. Disse que o pai olhou nos seus olhos e perguntou:


"Você já sabe onde eles querem chegar com isso, não é?"

Ele respondeu: "Estou preparado, sei o que tenho que fazer." E saiu sem explicar o plano ao pai. A decisão, afirmou, foi tomada na manhã seguinte, junto com a esposa, Fernanda.
A versão do senador: "Fui só eu"

Sobre como conseguiu deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos em 28 de outubro, o senador foi taxativo:


"Foi tudo comigo. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo. Como cheguei aqui, vou levar isso para o túmulo comigo. Pode ter havido torcida, mas nada mais."

Rejeitou qualquer participação de Donald Trump, do governo argentino ou de Javier Milei. Disse que a rota pelo Equador e Argentina foi escolhida por ele mesmo, sem articulação oficial.
A versão do jornal: autoridades americanas apresentam outro quadro

O NYT informa, com base em fontes do governo dos EUA, que:
O jato executivo que o levou a Miami foi providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca;
A entrada de Flávio e familiares nos Estados Unidos foi autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump, por meio de um mecanismo migratório temporário;
Durante a escala na Argentina, um dos principais assessores de Milei foi encontrá-lo no aeroporto;
A viagem cruzou mais de 8 mil quilômetros, com paradas no Equador e na Argentina.
"Perdi para o sistema" — e a ameaça de prisão

Sobre o resultado eleitoral, Flávio repetiu teses já rejeitadas pela Justiça Eleitoral:


"Não perdi para Lula. Perdi para o sistema. Os números são matematicamente impossíveis."

Disse que pretende apresentar elementos contestando a votação, mas reconheceu ter poucas chances de reverter o resultado. Avaliou que, sem a saída do país, seu destino seria a prisão:


"Eu já sei qual será o resultado final: a minha prisão."

Afirmou que o ministro Alexandre de Moraes comanda um processo político e que o Judiciário brasileiro age como um partido político. Quando seu mandato de senador terminar, em 2027, perderá o foro privilegiado e poderá ser julgado em primeira instância.
Planos de atuação do exterior

O senador disse que continuará em solo americano e pretende:
Apresentar denúncias sobre o sistema eleitoral brasileiro em fóruns internacionais;
Buscar apoio de parlamentares e autoridades dos EUA;
Manter-se ativo na política, sem descartar candidaturas futuras.
O confronto de versões

Tabela
Flávio Bolsonaro dizAutoridades americanas dizemOrganizou tudo sozinho com a esposa Avião articulado por assessor da Casa Branca
Nenhum governo ajudou Entrada nos EUA autorizada diretamente por Trump
Não contou com Milei nem com governo argentino Assessor de Milei encontrou-o em aeroporto
Detalhes da viagem ficam em segredo Rota Equador → Argentina → EUA foi monitorada

Onde ler a reportagem original

A matéria completa, em inglês, está disponível no site oficial do The New York Times: 🔗 nytimes.com — busca por título: "How Did Flávio Bolsonaro Flee Brazil? ‘I’ll Take That to the Grave,’ He Says", publicada em 5 de novembro de 2026.

Tereza Cristina joga balde de água fria em Alcolumbre: "Precisava ter uma mulher como sucessora" — veja o vídeo




Brasília, 5 de novembro de 2026 — Em declaração que virou viral nas redes e na imprensa, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) deu uma resposta direta e desconcertante ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca reeleição ao cargo em fevereiro de 2027. As imagens da entrevista já circulam com força total.

O momento que esfriou o clima

Em entrevista à CNN Brasil na quarta-feira (4), ao ser questionada sobre a postura de Alcolumbre diante da sua candidatura, Tereza foi incisiva:


"Vou até pedir voto para o senador Davi Alcolumbre — porque eu já disse a ele, pessoalmente: ele precisava ter uma mulher como sucessora."

A frase caiu como um balde de água fria no palaciano plano de Alcolumbre de permanecer no comando sem oposição forte. 

A senadora não apenas reafirmou que segue candidata, como devolveu ao próprio presidente a cobrança de renovação e de representação feminina — algo que ele não tinha previsto.
O que está por trás da resposta

O choque ocorre em um cenário de pressões múltiplas:
A cúpula do PP e do União Brasil já havia anunciado apoio oficial à reeleição de Alcolumbre, mas Tereza ignorou a decisão e seguiu em campanha, reforçando que "o voto dos senadores é livre, soberano e secreto".

A tentativa de unificação da oposição fracassou: Tereza e o senador Rogério Marinho (PL-RN) reuniram-se, mas não chegaram a acordo sobre um nome único para enfrentar o atual presidente. Ambos seguem na disputa.

Alcolumbre tentou aproximar a bancada feminina, articulando uma reunião com senadoras para neutralizar o apelo de Tereza Cristina — movimento que acabou sendo visto como reação direta à força que a candidatura vem ganhando.

O impacto nas articulações

A frase de Tereza virou manchete e é repetida por aliados como um símbolo de que o comando do Senado não é propriedade de ninguém.

No PL, houve movimentação para conter divergências internas e evitar que a divisão entre os candidatos da oposição favoreça Alcolumbre.

A senadora apresenta-se como a alternativa que pode atrair votos de diferentes campos, inclusive do Centrão, sem atrelar-se a um único partido.
Quando e onde assistir

O vídeo completo da entrevista está disponível nos canais oficiais da CNN Brasil e nas redes sociais da parlamentar, com trechos que já somam milhões de visualizações. A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Veja o vídeo: